Incident in the Middle of Nowhere – Bluff, Utah

Após uma longa temporada cuidando do meu jardim (e estou falando de fato, não apenas metaforicamente), volto ao relato da viagem de Abril do ano passado e seus mais de 3000 km pelo velho-oeste norte-americano – do centro do país rumo à Califórnia. Em viagens longas como esta, estamos jogados ao destino, de certa forma. Como eu já disse a respeito de NYC, por mais que o planejamento seja cansativo e extenso, sempre existe (infelizmente, ou felizmente!) lugar para o inesperado.

Ao planejar a viagem, para entrar no “clima” do cenário que nos esperava, além de ver muitas fotos e álbuns da minha infância, assistimos a alguns filmes que se passam em lugares pelos quais passaríamos.

Resgatamos com os meninos um pequeno filme “A Era do Gelo” que fala sobre o Grand Canyon e como ele foi criado por um “ser de infinita sabedoria”, rsrsrs. É uma pérola sobre o milagre da Natureza, que partilho com vocês aqui para que possam dar muitas risadas, sobretudo quem gosta do hilariante Sid, personagem principal desta sequencia de filmes:

Assistimos também com os meninos o já clássico filme “Carros” que fala de lugares perdidos e esquecidos da famosa Rota 66, abandonada por tanto tempo pelos americanos após o surgimento das autoestradas mais rápidas e diretas paralelas a esta, como a rota I40, já que passaríamos por ambas. O diretor e roteirista confessa que sua motivação para o filme surgiu após uma longa viagem cruzando os EU de carro com seus filhos. Segundo ele, foi uma viagem de férias merecida à família toda após o árduo e intenso trabalho de Toy Story 1Toy Story 2 e sua consequente ausência constante de casa. No filme, a chegada do carro de corrida McQuin desperta o interesse das pessoas para a velha cidade de “Radiator Springs” (inspirada pela cidade de Peach Springs no meio do trecho da Rota 66 pelo qual passaríamos também), assim como na vida real sabemos que este filme despertou o olhar do mundo novamente para esta estrada, trazendo inclusive o turismo de volta a muitos dos vilarejos vizinhos à ela que estavam realmente esquecidos no tempo.

Eu e o Luis também assistimos ao filme “Bagda Café”. Para quem ainda não o assistiu, o nome é quase que uma brincadeira. Passando por um deserto (um deserto que não está em Bagdá, mas sim na Califórnia, próximo à cidade de Bagdá), uma alemã de meia idade, viajando em turismo com seu marido, é deixada por ele no meio da estrada exatamente “in the middle of nowhere”. Bem, na verdade, a estrada está numa rota turística, como a personagem deixa claro minutos antes ao falar no telefone com alguém da Alemanha, contando que estavam vindo da Disneylandia (LA) e estavam em direção a Palm Springs e Grand Canyon. Porém, as estradas desta parte dos Estados Unidos, por todo o seu cenário árido e pelas longas distâncias entre as cidades, dão mesmo a sensação de estarmos perdidos no meio do nada. E foi exatamente num lugar assim que ela desceu do carro após um desentendimento com seu marido. Não fica claro no filme o motivo do desentendimento, mas a câmera é cruel e mostra a senhora alemã (vestida num tailler azul, sapato de saltinho e chapéu de pena) descendo do carro com sua mala e andando pela estrada quente do sol meio sem destino até chegar ao lugar mais próximo das redondezas: o Bagdá Café! – um café mais que abandonado num daqueles postos antigos dos EUA . A partir daí, não vou contar a história para não perder a graça, assistam o filme por conta própria! Mas o que posso dizer é que o desenrolar dos acontecimentos tece uma história não só inusitada como deliciosa sobre o encontro de diferenças culturais e sobre pessoas que quando chegam num ambiente hostil com um novo olhar, um olhar estrangeiro, mas de coragem e generosidade para aquilo que lhes é diverso, conseguem transformar até mesmo deserto em jardim, recriando completamente as relações tão aridamente estabelecidas no lugar por velhos hábitos que se viciam e se desgastam com o passar do tempo. Com certeza vale a pena!

Pois bem, após assistir ao filme, no dia de sair de casa , já no carro rumo ao Aeroporto, o Luis não se conteve à piada e disse aos meninos: “É bom a mamãe se comportar, senão vamos deixá-la com sua malinha no Bagdá Café”! Rindo muito, ao explicar aos meninos o que era o “Bagdá Café”, já que eles não tinham assistido ao filme, eu disse que na verdade não havia este risco, pois, além de ter certeza de que todos se comportariam bem durante a viagem (inclusive os homens da casa!), esta estrada havia sido tirada do nosso roteiro original, após inserirmos o parque das Sequoias no mesmo. Ufa! Os meninos riram, sentindo-se aliviados… E eu também! Pelo menos, não dá para negar que o humor dá o tom desta família! Rsrsrs.

O nosso roteiro era extenso e um pouco audacioso para tão pouco tempo. Então, o Luis pediu que eu o ajudasse na direção do carro, por tantos quilômetros a serem percorridos. Porém, assim que chegamos, me dei conta de que eu nunca tinha dirigido um carro automático e fiquei bastante receosa na minha primeira tentativa. Em teoria, deveria ser mais fácil, porém, nosso corpo e sua tendência de fixar hábitos repetidos diariamente pode ser bem traiçoeiro, muitas vezes.  No entanto, após um machucado no cotovelo do Luis ter se transformado rapidamente em uma infecção(bursite), não teve jeito: lá pelo quinto dia de viagem tive que assumir a direção, sob a alegação dele de que eu já cruzara os Andes dirigindo do Chile para a Argentina, o que poderia ser mais desafiador? Sim, sim, mestre! E lá fui eu. Estávamos saindo do Parque Nacional Mesa Verde rumo ao Parque Navajo Monument Valley. A viagem não deveria durar mais do que 3 ou 4 horas, com menos de 250 km. No entanto, quantas mudanças de estrada! Tive que me concentrar um bocado para deixar o pé esquerdo quietinho sem querer entrar na dança em cada alteração de velocidade e percurso. Apesar do desafio – que para muitos leitores habituados pode parecer engraçado! – consegui ir relaxando com o tempo e definitivamente ir me esquecendo desta parte do meu corpo que fica tão longe da cabeça!

Durante duas horas, dirigi super bem (modéstia à parte! rsrsrs)! Quando estava super confortável, o Luis ainda reclamou que eu podia ir mais rápido! Dá pra acreditar? Eu respondi que estava sempre obedecendo ao limite de velocidade e que tinham 2 carros atrás de mim a uma relativa distância e que não tinham tentado nem uma vez me ultrapassar, então a velocidade deveria estar OK. Logo depois disto, eu sugeri que ele tirasse umas fotos pois o cenário era inacreditável, meio lunar, com umas pedras avermelhadas; já anunciando a aproximação do nosso destino final, o esperado e incrível Monument Valley (um lugar que com certeza todos já viram em propaganda da Marlboro – uma espécie de ícone dos EUA). Então, ao resolver diminuir a velocidade para a foto sair melhor, meio sem pensar, o meu pé esquerdo, que esteve durante 2 horas super comportado, teve um lapso de memória corporal e resolveu entrar em ação, pisando bruscamente no freio. Quando percebi, fiquei com meu corpo super confuso sem saber o que fazer, só conseguia gritar “ai meu Deu, ai meu Deus!” E todo mundo gritando no carro ao mesmo tempo. Então, o pior aconteceu! A moça do carro de trás bateu em nós. Ela assumiu depois que estava assistindo a um filme enquanto dirigia, por isto não viu a freada e não conseguiu parar a tempo! Um tanto bizarro, não é?Ela estava bem , apenas com o tornozelo doendo, os meninos estavam chorando e o Luis com cara de “what the F. happened?”! Rsrsrs. Tentei acalmá-los, sem ter a mínima ideia de onde estávamos. Depois de uns 15 minutos, começaram a chegar pessoas e, então, não parava mais. Dois carros, guincho, ambulância para a moça, primeiros socorros e o Xerife da cidade vizinha.

As pessoas foram extremamente atenciosas e preocupadas, ainda mais quando souberam que éramos de longe e estávamos a passeio. A moça dos primeiros socorros fez mil perguntas e testes para ver se os meninos estavam bem (toda a cena eu traduzindo para eles). Ela sugeriu chamar outra ambulância para levá-los ao hospital apenas para checar se tudo estava realmente bem, ainda mais que estávamos viajando. Por fim, resolvemos que o Luis iria junto com o carro de guincho até o pátio, para garantir que estaria bem fechado com nossas coisas e compras e eu iria para o hospital com o meninos (o mais próximo era numa cidade a meia hora dali, chamada Blanding). Segundo ela nos disse, estávamos “In the midle of nowere”, num vilarejo chamado Bluff que praticamente só tinha um café (The twin Rocks cafe -nomeado segundo uma formação rochosa que tem duas pedras gêmeas logo atrás). Ela nos alertou que a ambulância não nos traria de volta, teríamos que achar um meio de voltar, já que o nosso carro não andava, e que o Twin Rocks Café talvez fosse o lugar para onde eu deveria ligar depois para tentar falar com o Luis quando estivesse liberada do hospital. Bem, no final, àquela altura, como nos reencontrarmos depois parecia ser apenas um detalhe!

Depois de responder algumas perguntas ao Xerife e ter que ouvir ele falando que era um lugar muito curioso para um acidente (rsrs!), chegou a ambulância e mais vários dos mesmos testes de mais 3 paramédicos: apalpação na coluna , cabeça, estômago e pescoço dos meninos para ver se doía, testes de visão e tontura. E eu traduzindo dos dois lados. Colocaram um colar no menor para imobilizar a sua coluna, por causa da batida (ele reclamava de dor na cabeça e no pescoço) e o colocaram na maca. Ao apalparem o maior, ele disse que doía um pouco na coluna. Quando perguntado, numa escala de 1 a 10 ele respondeu: 1,5! “Eu digo, o quê???” E respondi “2” para a pergunta em inglês, tentando diminuir a vergonha. Rsrsrs. Então veio a conclusão: “vamos imobilizá-lo também!”. Colocaram ele num colar, numa maca com uns 10 cintos e faixas prendendo-o e ainda decidiram colocar oxigênio no seu nariz , por causa de um enjoo que ele teve na hora da batida. Foi realmente uma cena inacreditável: eu na ambulância com os dois na maca imóveis! Expliquei a eles em português que estava tudo bem, que os americanos eram apenas exagerados e queriam ter certeza absoluta de que tudo estava bem, para eles terem calma. Eles se comportaram maravilhosamente bem: não choraram, não reclamaram, nada, apenas ficaram com cara de estarem um pouco desconfortáveis e assustados.

Durante a viagem, quando menos percebi, lá estava eu batendo papo com o pessoal da ambulância . Contei o nosso roteiro de viagem e eles disseram que o Johnny Depp estava filmando “The Lone Ranger” em Monument valley, para onde iríamos e que talvez a equipe dele ainda estivesse no mesmo hotel que iríamos ficar, dentro do parque. Pensei logo: “que pena se não pudermos ir para lá!” Também nos contaram que umas duas vezes por ano a Marlboro vinha para lá fazer comerciais e como há sempre um certo risco de acidentes, por conta dos cavalos, eles sempre ficavam próximos às filmagens com a ambulância de plantão.  A cada 5 minutos, enquanto conversávamos, eles faziam sinais de “jóia” para os meninos, para confirmarem que estava tudo bem com eles. Depois de muita conversa chegamos ao hospital e nova sessão de traduções e apalpações. Então, passados apenas uns 20 min, soltaram os meninos das amarras e disseram que eles estavam liberados e não seria necessário nenhum exame, talvez apenas analgésico no dia seguinte caso tivessem dor por causa do impacto. Se houvesse qualquer alteração no quadro, eu deveria voltar. Dá para acreditar?!!! Depois de tanta firula, nem um raio X e nenhuma tomografia? Parecia piada! Com certeza é um ótimo retrato de algumas das contradições dos americanos e da sua medicina! O medo é tanto de sofrer um processo, que eles não querem correr o menor risco de deixar passar algum sinal na ambulância. No entanto, porta a dentro do hospital, nem tudo é tão rigoroso assim. Eu já tinha passado mal outra vez nos Estados Unidos e o médico que me atendeu fez um diagnóstico de diverticulite (uma doença relativamente séria) sem ter feito um único exame de imagem!  (provavelmente por conta do preço dos exames e do fato de ser atendimento de emergência de seguro – neste caso, ao chegar no Brasil , fiz o exame apropriado e não havia nada de errado). Mas, enfim, logo chegou o Luis no hospital de carona com o Xerife. E não é que ele ficou amigo do Xerife da cidade?! Pois é, disse que as pessoas da cidade foram incríveis e que no final teve até mais de uma pessoa se oferecendo para levá-lo até o hospital na cidade vizinha.

Em seguida, ainda no hospital, tivemos que enfrentar uma sessão de liga-liga para o seguro de saúde e para a Hertz para pedir outro carro etc. A enfermeira-chefe de plantão foi incrível, elogiou muito o comportamento dos meninos e trouxe vários papéis para eles desenharem, latinhas de refri e ainda nos ajudou a reservar um motel “Super 8” na cidade e nos deu ela mesma carona até lá no seu próprio carro! Uma graça! Ainda se desculpou pela bagunça do carro, dizendo que ela tinha filhos pequenos também! Bem, quem conhece os americanos sabe como são os carros deles por dentro. Rsrsrs. (Pelo menos é esta desculpa que eu sempre uso quando o Luis reclama da bagunça do meu carro por dentro. Digo que é o meu lado americano!). Não pudemos dormir no hotel que eu tinha tido tanto capricho em reservar dentro do parque! Tínhamos que esperar um novo carro da Hertz chegar de uma cidade a 3 horas de lá e já eram 7 da noite! Mas, no final, tudo deu certo!

Além da piada do Xerife sobre o lugar ser um lugar curioso para um acidente, o Luis ainda disse depois, tirando o clássico sarro de mulheres na direção: “num raio de 100 km só existiam duas mulheres na estrada e elas conseguiram bater, não é incrível?!” Hahaha! Como não rir?! E a segunda piada que veio, logo em seguida, vocês bem que podem imaginar: “dada a situação, meninos, acho que a mamãe bem está merecendo ser deixada em Bagdá Café (ou Bluff!), o que vocês acham?”.

Piadas à parte, fiquei me indagando a noite toda se as tais jornadas de longa distância que eu sempre defendi realmente eram a melhor coisa a ser feita com crianças pequenas. Pensei que deveria ter ido apenas 1 semana para algum resort, garantindo diversão fácil e segura para todos. E assim fui dormir. Não fosse o Luis realmente me dizer que estava tudo bem, e que estas coisas acontecem, eu teria dormido com a cabeça dentro de um buraco. E este tal Monument Valley, afinal, valeria tanto a pena assim?

No dia seguinte, acordamos mais animados, após uma ótima noite de sono e um carro novo na garagem. Tínhamos que buscar nossas coisas na cidade vinha de Bluff. Olhando com calma, a cidade era simplesmente uma graça, mas deveria ser realmente menor do que “Radiator Springs” de Carros! Mesmo sendo pequena , nos perdemos e demoramos um pouco para achar o pátio da Nancy, a dona do Guincho. O Luis já tinha dito que ela era uma figura: morava com a mãe e com a irmã e elas tinham, além do guincho e um pátio, uma pequena loja de peças de carro que parecia não ser usada há anos – de tão empoeirada-, um pequeno motel, um café e um posto de gasolina alla “Carros” dos tempos da Route 66. Ela foi extremamente simpática com a gente, nos contou que tinha um filho que estudou português por puro interesse e foi morar depois em Portugal para praticar. Nos apresentou seus dois cães, que eram lindos, e ainda nos deu um mapa da região com uma ótima dica de um parque perto do nosso destino, “The Goose Neck”, que tem umas 4 curvas inacreditáveis de rio! Por fim, foi realmente muito especial conhecer aquela pessoa naquele lugar tão pitoresco!

Gostamos tanto do lugar que o Luis e os meninos chegaram à conclusão de que era uma cidadezinha charmosa demais para me abandonar, dado o meu pecado! “Vamos aguardar o que acontece nas estradas da Califórnia”, eles disseram! Então, lá fomos nós para o tal Monument Valley. Realmente um dos cenários mais inacreditáveis que eu já vi! O hotel onde iríamos ficar tinha realmente uma vista fantástica e fiquei com grande remorso. Nem sinal do Johnny Depp ou sua equipe; já deviam ter ido embora àquela altura! Mas, mesmo assim, pudemos almoçar no restaurante do hotel com um lindo visual pelas janelas e fizemos uma tour de carro pelo parque muito , muito lindo!

Em seguida, seguimos para o fantástico Grand Canyon, onde com certeza também só poderíamos ter chegado de carro. Além dos cenários serem realmente espetaculares, o mais incrível era o quanto eles tinham mudado, desde que saímos das montanhas rochosas, ainda com muita neve, passando depois por cenários mais desérticos, até chegar lá, onde definitivamente o cenário era mais diferente ainda! Sentir a força da natureza ao longo de todo este percurso foi algo quase mágico. Então, rapidamente fui revendo novamente a minha opinião e voltando àquilo que sempre acreditei. Tantas famílias estrangeiras estavam viajando pelos lindos parques florestais americanos, com duas ou três crianças, muitas até menores do que as nossas, todos fazendo variantes do nosso roteiro, mas sempre de carro alugado, que me pareceu que os meus medos realmente não faziam muito sentido. Os perigos estão em todos os lugares. Ficarmos nos protegendo deles o tempo todo é como deixar de viver.

Quando voltamos ao Brasil, a batida de carro foi com certeza a principal novidade dos meninos aos amigos da turma. Também falaram dos parques, cada um do seu preferido, levaram informações e fotos sobre alguns deles para a escola que geraram discussões entre os colegas. Uma das professoras me perguntou: “vocês foram mesmo à Disney no final da viagem? Ele nem comentou em sala de aula sobre isto!” Então tive certeza, o que torna a experiência rica, são justamente os desvios, e tudo o que acontece de inusitado na sua superação. Conhecer um pouco mais sobre as pessoas e o jeito de ser do americano nos lugares esquecidos do faroeste, ficar amigo do Xerife, o acolhimento das pessoas – mesmo num país que sempre dizemos ser tão individualista-, os lindos cenários, a mudança gradativa de paisagens e aquela pequena e charmosa cidade, cujo nome, Bluff, jamais sairá do nosso vocabulário e repertório de histórias familiares, com certeza foram uma das melhores coisas que nos aconteceram! É preciso coragem, mas vale a pena!

Fotos de Antes do “acontecido”:

Fotos de depois:

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