Las Vegas – Inferno ou Paraíso?

No ano passado, enquanto planejávamos a nossa viagem de carro do Colorado à Califórnia, Las Vegas parecia ser parada obrigatória, pelas distâncias entre as cidades. Eu já tinha passado por lá na minha infância, em uma viagem com roteiro parecido que fiz com meus pais e não me recordava como algo para muito se ver com crianças, muito além das luzes fosforescentes e encantadas da cidade. Então, sugeri pararmos apenas por uma noite para dormirmos e descansarmos antes de seguirmos viagem. No entanto, o Luis não concordou e achou que deveríamos ficar duas noites: primeiro, pois numa viagem longa é sempre muito cansativo parar apenas por uma noite num hotel – já tínhamos acordado sobre isto-; segundo, para darmos uma chance à cidade já que, afinal de contas, é um dos poucos lugares da face da Terra que podem ser vistos com clareza do espaço , pelo clarão provocado por suas luzes alucinadas. Além disto, por que não irmos a um show do Cirque du Soleil, já que esta se tornou a sua cidade anfitriã, com mais de 5 shows fixos em diferentes hotéis? Acabei topando e, enquanto líamos os guias para nos prepararmos para o roteiro geral da viagem, acertando os últimos detalhes, comecei a me interessar pela cidade com genuína curiosidade.

Chamada de Disneylândia dos adultos, como diziam os guias, é um lugar onde com certeza a vontade humana impera nas sutilezas dos caríssimos detalhes de cada hotel e seu cassino. Não era mais nada do que eu havia conhecido, mas sim um sequência de hotéis luxuosíssimos, todos novos, recém-construídos, ou completamente reformados apenas ontem, sempre na cifra da casa dos muitos milhões e bilhões de dólares. Um hotel em homenagem a Paris (com uma réplica da Torre Eiffel metade do tamanho da original); outro em homenagem a Veneza, com canais internos e externos ao hotel, onde se pode passear de gôndola exatamente como na linda cidade italiana; outro hotel saído do Egito, construído em formato de uma gigante pirâmide; as famosas fontes do Hotel Bellagio (este, quem não conheceria? nem que fosse pelo hilariante e assustador filme Se beber não Case); o Hotel Excalibur ou o hotel New York, New York que tem não só uma réplica da ponte de Brooklyn e de vários pontos importantes de Manhatan, como uma montanha russa enorme exatamente na entrada do hotel! Isto, para  falar apenas nos hotéis temáticos, sem falar ainda nos tantos outros ainda mais luxuosos e inspirados em paraísos tropicais, responsáveis por dar à cidade construída em plena deserto uma verdadeira sensação de oasis.

Fiquei pensando: como eu nem sabia disto tudo? Tenho certeza de que muitos dos meus leitores estavam mais avisados do que eu,  mesmo que não necessariamente tenha ido já a Las Vegas alguma vez. Pensei também: passaram-se tantos anos assim? Bem, pensando bem, sim se passaram anos suficientes para muito dinheiro ser empregado em coisas descabidas e suntuosas como todas estas! Este conjunto todo já anunciava realmente ser algo no estilo Disenyland, com sua reprodução do mundo em miniatura. Mas isto não me incomodava muito. Assim como na discussão do filme Cópia Fiel (do post sobre Proust), não sou uma pessoa que se preocupe genuinamente com a questão das cópias. Ainda mais estas descaradas, que não pretendem enganar ninguém. Toda cópia carrega em si um tanto de criação e engenhosidade. Pegar os principais elementos de uma cidade como Paris e juntá-los numa nova construção com limitações de localização e outras necessidades como: ser um hotel, ter um grande cassino, suportar um conjunto de restaurantes e lojas etc., é com certeza um desafio curioso e, para quem gosta de arquitetura, parece  um exercício quase que de quebra-cabeça, muito além de uma simples cópia. O resultado é considerado de gosto duvidoso para alguns, extasiante para outros, mas, sem dúvida, visto de qualquer ângulo, é uma grande obra de realização.

O problema real, que está na base destas construções de parque de diversões, nós já sabemos: não é a ideia da cópia, mas da pasteurização do mundo, ou seja, a oferta da ideia de marketing que pretende convencer você de que realmente basta você estar lá para conhecer tudo, ou para ser feliz e realizar seus sonhos. Não é preciso ir nos originais (que, neste caso, não são apenas originais, mas realmente verdadeiras cidades, inseridas num clima e numa cultura completamente diverso do norte-americano – as cidades, nós sabemos, não são apenas suas construções). Recentemente, por exemplo, ao buscar no google informações sobre a cidade de Bellagio na Itália, para minha surpresa todos os primeiros links referiam-se ao Hotel Bellagio de Las Vegas e não da cidade italiana original!!! Não resta dúvidas de que o hotel é muito mais visitado do que a linda cidade das margens do lago Como. No entanto, se você é imune a esta ideia (seja porque é vitima dela e não se importa ou justamente pelo contrário, pois não trocaria os originais pelas luzes e vê aquilo como algo diferente ou novo em relação às suas referências), é impossível não se sensibilizar pela capacidade de criação e pela engenhosidade de pessoas como o Walt Disney ou de tantos criadores e arquitetos envolvidos em produções como esta.

Seguindo viagem, então, após passearmos pelo maravilhoso reino perdido do Grand Canyon (nada perdido, tão lotado de turistas quanto tantos outros lugares!) seguiríamos para nossa breve parada em Las Vegas. No último dia no Grand Canyon, conheci uma moça de Israel na lavanderia do hotel, enquanto esperava a máquina de secar roupas terminar o seu trabalho (sim, lavando roupas dos meninos que na metade da viagem já estavam quase todas sujas!rsrsrs). Ela me perguntou sobre o funcionamento das máquinas e logo começamos a conversar e trocar experiências sobre as nossas viagens. Ela estava grávida de uns 6 meses e disse que estavam viajando ela e o marido pelos vários parques florestais americanos numa última viagem antes do filho nascer. Disse que gostara do Grand Canyon, mas que nada superava a beleza natural do parque Yosemite, o parque mais querido do país. Contei sobre o nosso roteiro, sobre o desejo de um dos meus filhos de ir até o parque das Sequoias e ela disse que ficou muito triste por não ter conhecido este parque, já que ele ficou fechado quando estiveram lá por conta de uma grande nevasca. Terminamos conversando sobre Las Vegas e ela disse que dormiram lá uma noite apenas e que não gostaram. Resumiu dizendo: “it’s not for us!”. Eu disse que iríamos ao Cirque du Soleil e ela disse que também tinham recomendado a eles , mas não conseguiram ingressos de última hora: talvez isto valesse a pena. Quando a máquina desligou, me despedi dela dizendo que ela estava com certeza prestes a entrar na maior aventura de sua vida: a maternidade. E que seria ainda mais empolgante do que conhecer países estrangeiros ou grandes belezas naturais. Ela se despediu também emocionada e com uma lágrima nos olhos. No dia seguinte, ao andarmos de carro até Las Vegas, fui pensando muito sobre a opinião daquela moça sobre a cidade, embora sem perder a curiosidade. É preciso conhecer para opinar, afinal de contas.

Ao chegarmos lá, acabava de ir embora uma frente fria e estava um calor de quase 40 graus Celsius! Então, a recepção foi realmente “calorosa”. Apesar da minha curiosidade com toda a engenhoca da cidade, tive o bom senso de reservar um hotel fora do circuito dos cassinos: um hotel pequeno, fácil de chegar com o carro, sem estacionamentos gigantescos com manobristas; perto do agito, mas protegido dele. Uma espécie de osais dentro do oasis que era a cidade. Chegamos no início da tarde e já escalei todo mundo para começar o tour pelos hotéis. No primeiro que entramos, Mandalay Bay (cenário de uma série americana, inclusive), já entendemos como era a coisa: muita, muita gente, quase um shopping center com inúmeras lojas e restaurantes, que mesmo sem o cassino já era um complexo de deixar qualquer um meio tonto. Queríamos ir ao aquário que tinha tubarões, inclusive alguns bebês tubarões, e para isto tivemos que cruzar o cassino. Os cassinos são abertos e muitas vezes precisamos passar por eles para chegarmos a outras atrações do hotel. Assim, as crianças podem passar pelo meio, só não podem jogar ou ficar parados perto de alguma roleta ou mesa de jogo. Todos, inclusive o Luis, ficaram bem curiosos com o cassino, querendo ver as pessoas jogar e ver “na real” como as coisas funcionavam. Quantas luzes, Meu Deus! Mas mesmo depois de atravessarmos o hotel, não conseguimos entrar no Aquário, pois ele estava reservado para um festa de encerramento de um congresso. Na frente, mulheres vestidas de sereias recepcionavam os convidados, nos mostrando o tom do estilo Reino da Fantasia da cidade.

Depois de andar mais um tanto, conseguimos sair de lá e, por dentro de uma passarela do próprio hotel, chegar já diretamente dentro do seu vizinho, o hotel do Egito, Luxor. A maioria dos hotéis tem passagens diretas para os seus vizinhos ou para lojas e, às vezes, mesmo passagens subterrâneas por baixo da rua. Sim, Vegas era uma grande obra de engenharia! Os meninos ficaram impressionados com a construção inspirada na pirâmide, até perguntaram por que não nos hospedamos lá assim que chegaram. Mas, logo em seguida, já começaram a reclamar do barulho e do cheiro de cigarro impregnado nos carpetes não tão novos do hotel (este é um dos que estão na categoria dos que devem ser reformados em breve, se quiser sobreviver..). Então, ao chegarmos no hotel Excalibur e tentar passarmos pelo seu cassino, meu filho mais novo tampou os olhos. Eu perguntei: “o que foi? está tudo bem?”. Ao que ele respondeu: “não mãe, tem muita luz e muita gente, não quero mais ver estes cassinos!”. Decidimos, então, voltar ao nosso hotel. Na volta, passando pela rua já de noite, os meninos ficaram muito curiosos com as propagandas com fotos de mulheres nuas e também dos rapazes sendo distribuídas a cada esquina ou forrando o chão da famosa Strip, a avenida dos cassinos da cidade. Contaram para todos os amigos quando voltaram, é claro!

No dia seguinte, fomos ao Pawn, loja de penhores do programa Trato Feito, que os meninos adoravam assistir em casa (antes da viagem!!!). Interesse que eu realmente nunca consegui entender muito bem, mas como o Luis também gostava, achei que devia ser alguma peculiaridade do sexo masculino inacessível ao entendimento das mulheres… Mas lá fui eu de acompanhante.

Bem, curiosidade resolvida, fomos para a torre do hotel Paris. Ninguém estava muito a fim, mas convenceram-se com o argumento de que veríamos a cidade de cima. Então, lá fomos nós. Ao chegar lá, um pequeno deck extremamente sem graça. A vista da cidade de dia com certeza é interessante apenas enquanto revela aquilo que já falamos: ser uma cidade erguida no meio de um árido deserto. Além disto, não há muito mais a ser visto do que o próprio hotel de Paris e sua grande piscina. Assim que descemos, todos os homens da casa pediram pelo amor de Deus para voltarem para o hotel. Ninguém aguentava mais ver aqueles hotéis e muito menos os seus cassinos e todo o burburinho dos turistas barulhentos. Resolvi dar uma folga a eles, deixando que eles voltassem para a piscina do nosso pequeno oasis e decidi eu mesma continuar o roteiro dos hotéis para cessar totalmente minha curiosidade sozinha.

Passei por todos os principais e já fui verificar qual seria o caminho mais curto do estacionamento para o teatro onde seria o Show do Cirque du Soleil que iríamos à noite. Enquanto esperava o monorail par air mais rápido de um hotel para outro  (sim, até um trenzinho para interligar dois hotéis da mesma rede era possível em LV!), perguntei se poderia me sentar ao lado de uma senhora que aguardava no banco da pequena estação suspensa. Ela foi muito educada e disse com certa vergonha que sim, que estava apenas de olho na filha bêbada ao lado com seus amigos. Eram 4 da tarde e a moça estava realmente com cara de quem estava bêbada desde o dia anterior, falando animadamente com sua amiga e outros dois amigos. Logo a menina chamou carinhosamente a mãe e ela se levantou dizendo para mim “que vergonha ela me faz passar!” Aquela cena pareceu quase que surreal! Alguém bêbado nos seus 20 e poucos anos de idade no meio da tarde não pareceria bizarro em lugar nenhum do mundo, muito menos em LV, mas com a mãe ao lado cuidando da filha e reclamando da situação?! Sim, aquilo era muito esquisito! Se ela não aprovava, por que estava lá do lado, provavelmente ainda pagando as contas da filha e seus amigos? E se ela aprovava, em algum grau, por que ficar reclamando e sentindo vergonha, se , afinal, estávamos em LV, o paraíso da falta de limites para os americanos? Mas esta cena, com certeza revelava muito do jeito americano de ser: uma sociedade que em muitos dos seus estados é bastante conservadora e puritana. Mas que, apesar de tudo, ama Las Vegas e permite que tudo aconteça nesta cidade, ainda que seja  sob um certo sentimento de vergonha.

Após meu tour, satisfeita a minha curiosidade de engenheira/arquiteta, conforme fui voltando para o nosso hotel, fui sentindo um certo cansaço, para não dizer um certo enjoo por tudo aquilo. Algo que já estava no ar e que as crianças e o Luis já haviam sentido e se cansado de sentir. Fiquei me indagando sobre este sentimento. Não era nenhum puritanismo, pois sinceramente não sou deste tipo. Gosto de pensar como o Contardo Caligaris, que em seu livro “A Mulher de Vermelho e Branco”, diz (em nome do personagem principal) que sentia uma estranha sensação de prazer no “inferninho” decadente de São Paulo, por saber que em algum território humano é possível a liberdade em sua plenitude, a falta de limites e de obediência às regras estabelecidas. Sim, isto não me incomodava, cada um sabe de sua vida e de sua forma de se relacionar com os seus próprios desejos: seja uma velhinha jogando Bingo na esquina de casa no Brasil ou uma velhinha jogando no cassino de Vegas; ou tantas outras formas de diversão que a cidade apresenta ou parece oferecer, como vocês bem devem imaginar. Também não era a questão da réplica de seus edifícios suntuosos, pois também não sou puritanista neste aspecto, como eu já disse. Mas a grande questão, aos poucos, foi ficando clara na sensação de vazio que eu fui sentindo aliada ao cansaço. Este vazio era nada menos do que o vazio do American Way expresso de forma tão primorosa nesta cidade. A cidade dos excessos não deixa espaços vazios para a sua imaginação. Tudo o que poderia ser imaginado, ou sonhado, está ali, dado, explícito, em tamanho Oversize. É a diversão vendida em forma de consumo. Um restaurante para todos os gostos, um show para todos os gostos, um acompanhante para todos os gostos, se alguém quiser ou pedir! E a ideia que se vende, não é mesmo muito diferente da ideia do Walt Disney sobre a Disneyland: “The place were Dreams come true”. Mesmo lá no lugar onde as pessoas querem sair do seu puritanismo de todo o dia e fugir para o inesperado, é o consumo que dita as regras e diz como fazê-lo.

A grande questão é que o desejo aqui, ou o sonho, não são sonhos reais , mas sonhos criados pela propaganda e pelas ofertas reconhecidas. Os famosos “sonhos de consumo”. Nesta sociedade tão magnifica da engenharia, tudo tem que ser trabalhado no seu limite e para tudo é preciso de um enorme arsenal . Se você quer se divertir como nunca, só existe para os americanos um lugar possível e este lugar é Las Vegas. Você precisa de “tudo aquilo” para se divertir ou para ser feliz. No entanto, para algumas pessoas, este excesso ao invés de preencher, delata um vazio existencial, ou seja , deixa claro que no fundo, não há mais do que isto. Na base da ideia de que você precisa daquilo para ser feliz, está também a ideia de que ser feliz (ou se divertir – estas coisas se confundem bem na mídia) é ter tudo aquilo que está sendo oferecido. Quando no fundo, sabemos que não é. Velhinhos com cara de abandonados e meio deprimidos gastando seu dinheirinho na roleta, mulheres mais velhas vestidas de forma sensual felizes por poderem pagar pelo divertimento, mesmo que seja por uma simples foto de uma juventude reconquistada na cidade ao lado de todo o glamour. Sabemos que a Felicidade é bem mais do que isto. Como sabemos também, ela precisa de muito menos do que isto para se realizar! E, com certeza, não é preciso ir para Las Vegas ou à Disneylândia para encontrá-la!*

À noite, fomos ao show Mystère, do Cirque du Soleil. Pura magia e encantamento! Realmente de encher os olhos e mexer com a sensibilidade! Quando os meninos perguntaram como os bailarinos ou trapezistas conseguiam as tais façanhas, a nossa resposta era sempre a mesma: “muito treino e dedicação. Uma vida inteira dedicada a este trabalho!” Sim, o trabalho deste circo chega tão perto da perfeição, graças aos mesmos princípios de engenhosidade e criação da cidade, ou da cultura do país. É sempre a força da grana que ergue e destrói coisas belas. Mesmo o Cirque du Soleil sendo canadense, sabemos que ele transpira esta engenhosidade e este desejo de perfeição e de grandiosidade do seu país vizinho. Afinal, são as diversas faces da mesma moeda de uma cultura de um país tão complexo com os estados unidos.

Então: Inferno ou Paraíso? Se você estava esperando esta resposta, meu querido leitor, infelizmente terei que decepcioná-lo, direi apenas: nem um, nem outro;  ou, ainda: os dois ao mesmo tempo. Se você tem curiosidade pelo mundo e puder passar por lá em alguma viagem, é um lugar a mais a ser conhecido: embora com certeza seja um lugar sui generis. E, se você gosta dos tipos de diversão que a cidade oferece, poderá ter a sua na medida em que desejar. Mas, acima de tudo, saiba que os seus sonhos não estão esperando você em lugar algum, muito menos em prateleiras de lojas ou parques. Os sonhos verdadeiros você é que terá que construir, por conta da sua própria criatividade e engenhosidade, conquistando-os com seu próprio esforço e empenho. Jamais se iluda do contrário! Aproveitando a oportunidade, faço um pedido: que as pessoas pensem duas vezes antes de usar a expressão “Aquilo que não tem preço” para designar coisas que trazem alegria, felicidade ou momentos especiais e significativos na vida. Ao meu ver, não existe expressão mais perversa do que esta! Ao ouvi-la, a primeira coisa na qual pensamos é justamente no maldito cartão de crédito, sua propaganda e em tudo aquilo que ele compra que acompanha a cena daquilo que não se compra (a roupa, o carro, ou todos os outros itens coadjovantes, mas nada tão coadjovantes assim- afinal, senão não seria uma propaganda de cartão de crédito!). Ao falar daquilo que não tem preço usando o preço como referência, é justamente o contrário que fazemos, ou seja, colocamos o valor do dinheiro (ou do consumo) num posto mais alto numa escala de valores – é a ele que rendemos a nossa felicidade. E, será que é disto que realmente estamos precisando?

Fim.

Fotos de Las Vegas e do Vale da Morte e Parque das Sequoias que fomos depois:

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3 comentários em “Las Vegas – Inferno ou Paraíso?

  1. Ivany pino disse:

    Querida, lindo seu relato… texto muito bem escrito!
    Richard está aqui e quer o e-mail do alexandre. pode me enviar?
    Bjo
    Ivany

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